Seminário a Guerra Civil na França.
Utilizamos como textos base para nossa apresentação:
1. Primeiro manifesto do Conselho Geral da Internacional dos Trabalhadores sobre a guerra franco-prussiana.
2. Segundo manifesto do Conselho Geral da Internacional dos Trabalhadores sobre a guerra franco-prussiana.
3. Manifesto do Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores sobre a guerra civil na França de 1871.
O nosso folder de apresentação está disponível.
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Textos de Apoio
Biografia sintética de alguns personagens*
Cronograma dos principais acontecimentos históricos (1851-1871)*
*Para fazer o download é só clicar acima.
** COSTA, Silvio. Comuna de Paris: O proletariado toma o céu de assalto; apresentação Madalena Guasco. - Anita Garibaldi, SP: Divo Guisoni: Editora UCG: Goiânia, 1998. 192p.; 16x23 cm. ISBN 85-7277-013-5.
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Viva a Comuna!
A sua Comuna está constituída. O voto de 26 de março sancionou a revolução vitoriosa. Um poder covardemente agressor os sufocou. Vocês, em legítima defesa, escorraçaram este governo que queria desonrá-los, impondo-lhes um rei. Hoje, os criminosos que vocês não quiseram perseguir, abusam de sua generosidade, organizando um ninho de conspiradores monarquistas, bem às portas da cidade. Eles convocam a guerra civil; eles reativam toda a corrupção; eles aceitam todas as cumplicidades; eles ousaram mendigar até apoio estrangeiro. Estas manobras execráveis, nós entregamos ao julgamento da França e do mundo.
Cidadãos,
Vocês acabam de constituir instituições que desafiam todas as tentativas. Vocês são donos de seu destino. Fortes pelo seu apoio, os representantes que vocês escolheram vão reparar os desastres causados pelo poder destrutivo: a indústria comprometida, o trabalho parado, as transações comerciais paralisadas, vão receber um impulso vigoroso. A partir de hoje, a decisão almejada sobre os aluguéis; Amanhã, a dos prazos. Todos os serviços públicos serão restabelecidos e simplificados.
A Guarda Nacional, de agora em diante, a única força armada da cidade, será organizada sem demora. Tais serão nossos primeiros atos. Os eleitos do povo, para assegurar o triunfo da República, pedem unicamente a vocês que os sustentem com sua confiança. Quanto a eles, cumprirão o seu dever.
Hotel-de-Ville de Paris, 29 de março de 1871.
A COMUNA DE PARIS.
Fonte das informações:
Comuna de Paris: Estamos aqui pela Humanidade!/Fidel Lerner. Cadernos Espaço Marx. Xamã. São Paulo. 2002.
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Proclamação da Comuna ao Povo Trabalhador de Paris
Parte incial do Programa Oficial da Comuna, publicado no Journal Officiel de 20 de abril de 1871.
"O povo trabalhador de Paris e seus arredores proclama a fundação da Comuna de Paris. Os delegados dos conselhos de bairro constituídos em Assembléia da Comuna, único poder soberano, decretam:
Artigo I. As velhas autoridades de tutela, criadas para oprimir o povo de Paris, são abolidas, tais como, comando da polícia, governo civil, câmaras e conselho municipal. E, as suas múltiplas ramificações: comissariados, esquadras, juízes de paz, tribunais, etc, são igualmente dissolvidos.
Artigo II. A Comuna proclama que dois princípios governarão os assuntos municipais:
. a gestão popular de todos os meios de vida coletiva;
. a gratuidade de tudo o que é necessário e de todos os serviços públicos.
Artigo II. O poder é xercido, no âmbito dos princípios a seguir indicados em pormenor, pelos conselhos de bairros eleitos. São eleitores elegíveis para estes conselhos de bairro todas as pessoas que nele habitem e que tenham mais de 16 anos de idade".
Fonte das informações:
Comuna de Paris: Estamos aqui pela Humanidade!/Fidel Lerner. Cadernos Espaço Marx. Xamã. São Paulo. 2002.
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Carta de Marx a Kugelmann sobre a Comuna de Paris
Londres, 12 de abril de 1871.
Caro Kugelmann,
Se você olhar o último capítulo do meu 18 de Brumário, poderá ver que digo que a próxima tentativa da revolução francesa não será como foi até agora, a transferência da máquina militar de uma mão para a outra, mas sim a de destruí-la, e isto é o essencial para a verdadeira revolução popular do continente. E isto é o que estão tentando nossos heróicos camaradas do partido de Paris. Que maleabilidade, que iniciativa histórica, que capacidade de sacrifício a desses parisienses. Depois de seis meses de fome e ruína causada mais pela traição interna que pelo inimigo, se levantam, sobre as baionetas prussianas, como se nunca tivesse havido uma guerra entre França e Alemanha e como se o inimigo não estivesse às portas de Paris! A história não tem exemplo semelhante de tamanha grandeza. Se forem derrotados, apenas poderá censurar o seu "bom caráter". Eles deviam ter marchado imediatamente sobre Versalhes, logo que Vinoy em em seguida os elementos reacionários da Guarda Nacional de Paris se retiraram. Se perdeu o momento por escrúpulos de consciência. Não se quis começar a guerra civil como se esse nocivo aborto Thiers não a tivesse já começado, tentando desarmar Paris. Segundo erro: O Comitê Central abandonou muito cedo o poder para dar lugar a Comuna. Mais uma vez por escrúpulos muito "honrados"! Mas seja como for, se a inssureição de Paris vier a ser esmagada pelos lobos, porcos, e cães sujos da velha sociedade, é façanha mais gloriosa do nosso partido desde a insurreição de Junho em Paris. Compare-se esses parisienses, que tomam o céu de assalto, com os escravos do céu Sacro Império Romano Germano-prussiano, com suas máscaras póstumas, cheirando a caserna, a igreja, a repolho do latifúndio junker e sobretudo a filisteus.
A propósito: Na publicação oficial dos nomes daqueles que receberam sunbsídios diretamente do tesouro de Luis Bonaparte revela-se que Vogt recebeu 40 mil francos em agosto de 1859. Informei a Liebknecht do fato para que dele faça uso oportunamente.
Fonte das informações:
Comuna de Paris: Estamos aqui pela Humanidade!/Fidel Lerner. Cadernos Espaço Marx. Xamã. São Paulo. 2002.
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A Semana Sangrenta
Entre os dias 21 e 28 de maio de 1871, Paris foi invadida e os communards mortos covardemente na sua luta de resistência contra os Versalheses.21 de maio: Os versalheses ocupam os Champs-Elysées. Morte de Dombrowski.
29 de maio: Fim da Comuna. Cai o forte de Vincennes.
Fonte das informações e imagens:
Comuna de Paris: Estamos aqui pela Humanidade!/Fidel Lerner. Cadernos Espaço Marx. Xamã. São Paulo. 2002.
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"La Commune" - O filme.
A Comuna de Paris chega às telas
"Hoje em dia, um diretor que recusa submeter-se à ideologia da cultura de massas, baseada no desprezo pelo público, que não quer adotar uma montagem frenética feita de estruturas narrativas simplistas, de violência, de ruído, de ações incessantes — em suma, que não aceita a forma única, ou o que eu chamo de "monoforma", este diretor não pode filmar em condições decentes. É impossível". Quem está falando assim é o cineasta Peter Watkins (nascido em 1937), um dos maiores diretores vivos que, apesar de estar filmando há mais de trinta e cinco anos, encontra, desde a metade dos anos 70, as maiores dificuldades para realizar seus projetos.
"Mais do que dificuldades", acrescenta ele. "Desde 1976, data na qual meu último filme, Edward Munch, foi produzido profissionalmente, está sendo impossível conseguir verbas normalmente, a ponto de muita gente pensar que estou morto". No entanto, os que tiveram a sorte de assistir a seus longas metragens — iconoclastas, críticas, complexas, rebeldes — não poderão esquecê-las tão cedo. "Hoje em dia, os produtores direcionam o dinheiro prioritariamente para a diversão. Qualquer artista que escolha outra orientação é totalmente marginalizado. A repressão, bem como a violência das mídias, estão institucionalizadas" .
Peter Watkins acabou de terminar La Commune, filme realizado nos estúdios de Montreuil — um subúrbio da periferia de Paris — com mais de cem atores, na maioria amadores. O filme foi produzido essencialmente por "13 Production", sociedade de Marselha, "A Sétima Arte" e pelo "Museu d’Orsay". Total do orçamento: pouco mais de 1 milhão de dólares. Assim, antes de voltar a Vilnius, na Lituânia, onde reside atualmente, o autor de War Game (1965), de Privilège (1967), de The Gladiators (1969) et de Punishment Park (1970), lega-nos um novo longa metragem sobre a voz do povo, o poder e a contestação. Um filme político que apela para o coletivo, a reflexão e a ação.
Inovador e censurado
Foi em dezembro de 1965 que a Inglaterra descobriu Peter Watkins. Tinha então 28 anos e havia sido contratado um ano antes pela televisão. Nessa época a BBC-1 exibiu um filme sobre a batalha na qual, em 16 de abril 1746, as tropas do escocês Charles Edward Stuart enfrentaram as do Duc de Cumberland. O que poderia ter sido um simples documentário impregnado de história revelou-se uma crítica ao imperialismo de corte bastante contemporâneo, já que a linguagem também nada tinha de clássica. A trama coloca um repórter televisivo sendo projetado ao passado do século XVIII, a trocar idéias com os protagonistas da batalha.
No ano seguinte, no seu novo filme The War Game, incendiário, pacifista e antinuclear (ainda para a BBC), Peter Watkins "reconstituiu sob nossos olhos o que seria uma apocalipse que destruiria não apenas o nosso passado e o nosso presente, mas também minaria por muito tempo o futuro dos homens". [1] Nele denuncia a falta de debate sobre o arsenal nuclear, bem como a desinformação. Os difamadores de Watkins insurgiram-se contra ele e o filme foi censurado na televisão.
Punishment Park, filmado em 1970 nos Estados Unidos, fustiga uma América violenta que conspurca os direitos humanos e na qual os contestatários são considerados como "criminosos políticos". Como nos outros casos, um filme cuja força está no efeito de realidade que dele emana. No entanto, foi retirado de cartaz depois de apenas quatro dias de exibição em Nova York.
O espectador inadvertido poderia pensar que com Edvard Munch, filmado em 1976, as coisas iriam melhorar. Este admirável filme mistura com grande finura o íntimo e o social. É ainda hoje uma das mais inteligentes e mais pujantes biografias de artista jamais realizadas. No entanto, foi mal distribuído e permanece até hoje praticamente inencontrável. Um destino bem pior estava reservado a The Journey, filme de catorze horas que capta a voz da "gente comum" de doze países, entre 1983 e 1986: nenhum canal de televisão demostrou o menor interesse por ele. Quanto a The Freethinker, uma biografia de August Strindberg e de sua esposa, a atriz Siri Von Essen, realizado entre 1992 et 1994, quem o viu?
Porém, Peter Watkins não desanima. "A sociedade norueguesa que tenta esmagar Munch é como a sociedade sueca que quer esmagar Strindberg: é a nossa própria sociedade que quer humilhar os que procuram se expressar sempre e por todos os meios. Não há somente o passado, um passado congelado sem relação com o mundo contemporâneo. Culloden ou Munch são, ao mesmo tempo, o passado, o presente e o futuro. Por isto, eu embaralho e estabeleço relações. Falar de ontem é falar de hoje. É a mesma coisa com La Commune. Às vezes a idéia que se tem do tempo é muito convencional".
Pensamento único e "monoforma"
Apesar de dizer que La Commune poderá ser seu ultimo filme — não poderia tê-lo concretizado se não tivesse aparecido uma "oportunidade inesperada": o acordo de Thierry Garrel com "A Sétima Arte" e o apoio decidido de Paul Saadoun, o diretor de "13 Production" — Peter Watkins não desanima. Contra toda uniformização do pensamento, contra as mídias tradicionais, coloca, de maneira muito sofisticada, suas palavras carregadas de encantador sotaque de gentleman britânico. "A televisão impôs à sociedade estruturas narrativas totalitárias sem que ninguém tivesse tempo de reagir, por causa de sua rapidez, sua arrogância e seu lado misterioso. Isto é a "monoforma": uma torrente de imagens e de sons, juntados e montados com muita velocidade e densidade, uma estrutura fragmentada, dando porém a impressão de ser uniforme." É esta mistura fluida e nauseante que se encontra nas novelas, bem como nos seriados policiais e nos jornais televisivos. "Apesar das aparências", sublinha o diretor, "a ’monoforma’ é rígida e controlada, deixa de lado as possibilidades enormes e ilimitadas de assimilação pelo público, considerado imaturo pelas mídias."
Mas o que está em jogo, como todos os filmes de Peter Watkins procuram demostrar, é o controle social e a dominação do poder. "Os profissionais das mídias têm um papel chave na manutenção dos sistemas autoritários e na escalada das violências físicas, sexuais e morais." A televisão poderia ter sido outra coisa, um verdadeiro meio democrático de comunicação e de interação. "Mas ela está nas mãos de uma elite de poderosos intermediários, de magnatas, de executivos, de diretores de programas e de produtores que dispõem de um poder colossal e que impõem, por toda parte, a sua ideologia globalizante e comercial, cruel e cínica, recusando obviamente dividir este poder. Querem ficar tranqüilos para manipular os espíritos. Assim, imperam agora, em todo o mundo, as mesmas imagens, a mesma recusa em desenvolver responsabilidades, em criar uma relação inteligente com a comunidade."
Para acompanhar o pensamento único teria sido criada a imagem única. Uma imagem intolerante e antidemocrática que tende a ver o público "não como seres complexos", prossegue Peter Watkins, "mas como um mega bloco de humanidade, um alvo ideal para os publicitários e programadores obcecados pelos índices de audiência, bem como para o capitalismo e a economia de mercado." Uma imagem e uma cultura ditas "populares", "mas que em realidade são somente artificiais e não têm nada a ver com o povo". Uma cultura que considera o povo como fantasma.
A responsabilidade da TV
Quem é o responsável? Peter Watkins responde sem hesitação: a televisão. "Se a televisão tivesse se engajado numa direção diferente durante os anos 60 e 70, hoje em dia a sociedade seria muito mais humana e mais justa, não tenho a menor dúvida Os efeitos produzidos pela mídia audiovisual de massa são enormes e, muitas vezes, devastadores, ainda mais porque não quisemos levar em conta o fato de que os sistemas educativos não têm cumprido sua função. A cultura de massas que foi imposta — vulgar, estreita e brutal, feita de simplismo e de curiosidade mórbida, infestada de estereótipos sexistas e chauvinistas dedicados ao culto do dinheiro — deve ser considerada responsável por muitos desastres. O impacto social da ’monoforma’ é devastador".
Para Peter Watkins, La Commune é uma maneira de se opor à máquina emburrecedora. O filme começa por um plano-seqüência, mostrando o local da filmagem após a última cena e informando que ele foi rodado durante treze dias, pois os atores se apresentam e apresentam o seu personagem. Estamos, ao mesmo tempo, em março de 1871 e hoje. "Pedimos a todos para imaginar o dia 17 de março 1871", dizem; o olhar da câmera se espalha, como numa reportagem e logo descobrimos dois jornalistas de uma televisão local...
O dispositivo de filmagem, o sistema de fabricação e o procedimento de narração são extremamente explícitos. Ao longo do filme, por um artifício, o espectador é sempre remetido a sua condição de espectador e, então, ao seu senso crítico. "Espero," reafirma Peter Watkins, "que La Commune seja uma ferramenta de aprendizagem que ajude a dissecar e a questionar as convenções do cinema e da televisão. Assim, os textos dos cartazes, das legendas, bem como a minha determinação de não respeitar uma duração pré-estabelecida independentemente do assunto, estão lá para desafiar o mecanismo das mídias audiovisuais."
Passado e presente
A aposta de La Commune é filmar principalmente as idéias, encarnar o pensamento, mostrando os mecanismos de materialização das idéias e como elas se tornam atos. De tudo isto resulta um filme sobre a idéia da Comuna, esta idéia sempre viva na qual se vê a rebelião do povo de Paris não como uma derrota, mas como o início de uma reflexão, o começo de uma concepção de solidariedade e de participação. Há muitos paralelos com a nossa época: o racismo, o lugar e o papel das mulheres, a repartição das riquezas, a globalização, a censura, a falência da escola...
Quem for assistir a este filme não deve esperar descobrir personagens famosas da época como Louise Michel, Jules Vallès e outros insurrectos: não é esse o objetivo. Movido por um grande desejo de exatidão histórica, o projeto é, porém, muito mais ambicioso, por ser multiforme.
É a fala do povo, o nascimento desta fala e a democracia neste início do século XXI. É também a difícil elaboração de um discurso e de uma iniciativa coletiva, já que La Commune também não é o elogio do primeiro poder revolucionário proletário: perplexidades, vacilações, divergências individuais e conflitos não são ocultados. De fato, é mais uma vez a vontade de não realizar um filme unívoco e de empurrar para adiante as fronteiras habituais entre o público e as mídias, embora o diretor, vigilante, tenha "consciência de não ter evitado todas as armadilhas".
Comenta o produtor Thierry Garrel que "o filme permite interrogar-se sobre que tipo de ferramenta a televisão é e sobre o papel que ela pode ocupar na intervenção social. É um abacaxi no pântano da produção audiovisual". Obra rebelde que se desenrola lentamente (durante mais de 5 horas!), sob o signo atormentado da esperança de mais democracia.
"Quando o assunto vale a pena, a duração não é um problema," afirma ainda Thierry Garrel. "Estamos prontos para atropelar a programação de uma noite". [2] Mas para o cinema, o filme, mesmo em versão abreviada, ainda não encontrou distribuidor.
Porém Peter Watkins, que está na Lituânia, não abandona a luta: "É a democracia que está em jogo. As formas alternativas têm que ser reconhecidas. É preciso que as escolas de comunicação encorajem o pensamento crítico, ao invés de incitar à continuação e à reprodução burra e servil do que existe. Meu filme La Commune contribui para esse combate. Encoraja também a luta revolucionária que é indispensável agora, ao iniciar o novo milênio."
Traduzido por Any Colin.
[1] Freddy Buache, Le cinema anglais, L’age d’Homme, Lausanne, 1978, p. 262.
[2] La Commune será exibido na França, no canal Arte, em 17 de maio de 2000, na sua versão integral: cinco horas e quarenta minutos.
Retirado do site Le Monde Diplomatique: http://diplo.uol.com.br/2000-03,a1673
Respondendo a indagação do Le Monde Diplomatique, disponibilizamos por torrent o filme La Commune. Você pode curtir um pedacinho dele também no youtube (a duração integral do mesmo é de quase 6 horas!). O filme (feliz ou infelizmente) é disponibilizado em francês, com legendas em inglês (não conseguimos sincronizar as legendas em espanhol).
Trecho no youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=UWnePW0UWLw
Arquivo torrent do La Commune (site Pirate Bay)
Cliente torrent (existem vários, gosto muito do Azureus)
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A Internacional
domingo, 23 de novembro de 2008
A INTERNACIONAL
Música: Pierre Degeyter
Letra: Eugene Pottier
De pé ó vítimas da fome
De pé famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo ó produtores.
Senhores patrões chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre comum
Para não ter protestos vãos
Para sair deste antro estreito
Façamos com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito.
O crime do rico a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direito para o pobre
Ao rico tudo é permitido.
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres
Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha.
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Queremoso que ele o restitua
O povo quer só o que é seu.
Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos trabalhadores.
Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verá que nossas balas
São para os nossos generais
Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
Ó parasita deixa o mundo.
Ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Hino da Internacional em mp3:
Português
Russo
Caso estejam interessados, disponibilizamos um site com o hino da internacional em 82 idiomas.
Clique aqui
Postado por Valdemiro às 08:48 0 comentários
Equipe Guerra Civil na França
sábado, 22 de novembro de 2008
Componentes:
Cíntia Reis
Luis Flávio Godinho
Valdemiro Xavier
Valnei Souza
Postado por Valdemiro às 15:27 0 comentários

